terça-feira, 17 de outubro de 2017

Museu do Futebol - Estádio do Pacaembú

Presente no País desde o século XIX, o Futebol é sem dúvida o maior esporte nacional.




O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Estádio do Pacaembú, teve sua construção iniciada em 1938, sendo inaugurado em 27 de Abril de 1940, com capacidade para 70 mil torcedores, foi considerado na época o maior estádio da América do Sul. O jogo inaugural foi entre Palmeiras e Coritiba, num placar de 6 x 2 para o Palmeiras. Desde então tem sido palco de inúmeras partidas importantes no futebol nacional, incluindo partidas da sofrida Copa do Mundo de 1950.

O estádio, administrado pela prefeitura de São Paulo, já foi casa de alguns times paulistas, o que ficou mais tempo foi o Corinthians, que jogou 1690 jogos, até ter seu próprio estádio em 2014, desde então o Estádio do Pacaembú teve uma drástica redução no número de partidas, estando disponível hoje para locação para eventos, sendo aberto ao público para prática de atividades físicas.

O local abriga também o Museu do Futebol, construído embaixo das arquibancadas do estádio, o qual fomos visitar nesse fim de semana.



O Museu do Futebol, inaugurado em 2008, exibe diversos assuntos voltados para a história, prática e curiosidades do futebol brasileiro e mundial, é possível ver uma exposição de fotos de todas as copas do mundo até 2014, história e exposição das bolas de futebol, Descritivo de cada regra e jogada do futebol, e até mesmo algumas atividades iterativas como vídeos com as melhores jogadas e narrações dos mais icônicos narradores da TV e rádio.







Além da história do futebol, na sala das copas é possível também acompanhar alguns fatos que marcaram o mundo durante cada copa, como a Morte do ídolo nacional Ayrton Senna, em 1994, a assinatura da nova constituição no final dos anos 1980 e a queda do ditador Saddam Hussein entre 2002 e 2006. Histórias marcantes do Futebol brasileiro também são contadas, como o Tetra de 1994, a histórica copa de 1970 e o Pentacampeonato do Brasil em 2002.





Jogadores que marcaram época também tem seu espaço dedicado, com o o Rei do Futebol, Pelé, o incrível Garrincha, além de tantos outros jogadores que foram responsáveis por levar ao mundo o nome do Brasil através da arte com a bola.








O museu surpreende mesmo aqueles que não são tão fãs de futebol, pois trata-se também da história do país e do mundo, vale a pena visitar e se surpreender com a qualidade das informações e a história do Brasil e do mundo contada pelas obras diversas.

Mesmo para as crianças há atividades iterativas, como campos virtuais e um espaço para prática de pênaltis.


Na saída do museu, uma loja de artigos de Futebol surpreende pela variedade de times, é possível encontrar camisas dos principais times nacionais e muitos mundiais também, além de camisetas das principais seleções do mundo e coleções retrô. Réplicas de estádios e acessórios esportivos também fazem parte dos itens a venda na loja.

Local e Preço

O museu do Futebol fica localizado no estádio do Pacaembú, na praça Charles Müller, no final da Avenida Pacaembú, em São Paulo. A entrada é gratuita aos sábados, nos outros dias é preciso pagar ingresso no valor de R$ 6,00.

O estádio fica aberto ao público para fotos e prática de atividades físicas, só não é permitido entrar na área gramada.





O acesso para cadeirantes e bebês no carrinho é garantida pelos elevadores, além disso há obras e descrições em Braile para deficientes visuais.




Acompanhe o blog e fique atento às próximas dicas de turismo na capital paulistana.

Até a próxima,

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Curitiba - Tão bela que voltamos

Alguns lugares marcam tanto que nos fazem querer voltar, assim foi com Curitiba, uma cidade que cada vez que visitamos nos mostra algo novo e surpreendente.

Mais uma vez uma parada para descanso na ida para o Rio Grande do Sul, paramos para 3 dias em Curitiba, dessa vez com intuito de visitar uma amiga e também conhecer alguns pontos que não visitamos na primeira viagem, leia depois o texto sobre a primeira viagem à Curitiba.

Uma das coisas que impressionam na cidade é a quantidade de parques e área verde, há dois parques em especial que proporcionam paisagens lindas, o Parque Tanguá e o Parque Tingui, pois é, nomes muito parecidos...

Parque Tingui



Localizado próximo ao bairro Santa Felicidade, o Parque Tingui foi inaugurado em 1994, numa área verde e 380 mil m², possui bastante área verde, lagos, parque infantil, ciclovia e simpáticas pontes de madeira.

O nome do parque é uma homenagem aos índios Tinguis que habitavam a região na época da colonização portuguesa. 


Além de sua grande área verde, o parque abriga também o memorial Ucraniano, com uma réplica da igreja de madeira de São Miguel Arcanjo, que conta com um acervo cultural das tradições ucranianas, povo que teve grande influência na história de Curitiba.




Parque Tanguá


Um pouco mais adiante sentido bairro Taboão, chegamos ao parque Tanguá, igualmente bonito e com bastante área verde, são 235 mil m², onde há uma cascata, dois lagos, ciclovia, pista de Cooper e lanchonete, além de um belíssimo mirante, de onde é possível ter uma vista panorâmica da cidade.


No mirante há um pátio lindo, com um jardim repleto de flores bem coloridas, que formam um contraste belíssimo com o restante da paisagem, demos sorte de pegar um dia com céu bem limpo e azul, então pudemos tirar fotos muito bonitas.



É muito comum encontrar fotógrafos fazendo ensaios de noivos, namorados e bebês, afinal uma vista dessas de fundo deixa a foto ainda mais marcante. Há também alguns fotógrafos que oferecem fotos impressas do local, caso você não tenha uma câmera e queira levar uma recordação.



Relógio das flores

Dessa vez demos mais algumas voltas pelo centro da cidade, havia faltado uma visita ao famoso relógio de flores, que fica localizado na Praça Garibaldi, ao lado da simpática alameda Dr. Muricy. O relógio foi um presente dado por Joalheiros da região à cidade de Curitiba em 1972, as flores são trocadas conforme as estações do ano, de forma que estejam sempre vivas e coloridas.




Mais uma vez nos encantamos com a belíssima Curitiba, e certamente ainda voltaremos, pois ainda há mais a conhecer na região, como a Estrada da Graciosa, sentido ao porto, mas esse é assunto para um próximo texto.

Gostou da matéria? Deixe seu comentário abaixo e acompanhe as postagens do blog para mais viagens aos fantásticos lugares do nosso Brasil.

Até a próxima,

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Guararema - Um bate e volta para quem mora em SP

Uma das grandes vantagens de se morar em São Paulo é o grande número de cidades da região metropolitana, para quem gosta de conhecer novos lugares e fugir um pouco da correria, pegar um fim de semana para conhecer uma cidadezinha tranquila e histórica é certamente um ótimo programa, ainda mais quando a proximidade permite que você faça um bate e volta, como chamamos por aqui, indo de manhã e voltando no fim da tarde, sem gastos com hotel, apenas gasolina, pedágio e alimentação.

Guararema é um município localizado entre o Alto tietê e o Vale do Paraíba, mais especificamente entre Jacareí e Mogi das Cruzes, a cidade está localizada a cerca de 60 km do centro de São Paulo e o acesso a ela se dá através da Rodovia Presidente Dutra (BR-116) ou pela Rodovia Carvalho Pinto, um pouco antes da entrada para Jacareí. Em um dia bom e sem muito movimento, o trajeto leva cerca de 1 hora e meia e a estrada é bem tranquila.


Guararema nasceu como uma aldeia de índios catequizados, posteriormente gerida por Jesuítas, e servia de passagem para quem viajava de São Paulo ao Rio de Janeiro, isso por volta de 1600. Aproximadamente em 1870, a aldeia se tornou vila e foi construída a Igreja matriz, o vilarejo cresceu após a inauguração da Estrada de Ferro Central do Brasil, que teve seu trecho entre Mogi das Cruzes e Jacareí inaugurado em 1876, com uma estação na Vila de Guararema. A Vila passou a município em 3 de junho de 1898.

A entrada da cidade se dá por uma rotatória, onde fica o marco de entrada da cidade, uma belíssima obra que remete à comunidade indígena que deu origem à cidade, bem próximo à rotatória, já sentido centro, existe um recuo onde é possível estacionar e ir a pé até a estátua para tirar fotos.


Seguindo alguns minutos pela estradinha chega-se ao centro da cidade, bem pequena por sinal, bem típico de cidade do interior, no centro está uma praça com a igreja matriz, cercada por comércios e casas antigas, de carro é difícil achar lugar para estacionar, e todo o centro é marcado como estacionamento rotativo, é preciso comprar o cartão, nós acabamos optando por deixar o carro em um estacionamento, pagamos R$ 3,00 por hora, barato.


Caminhamos a pé pelo centro da cidade, a pracinha é bem aconchegante, bem arborizada, a igreja é bem espaçosa e bonita por dentro, simples como tudo na cidade, mas muito bonita, não é possível tirar fotos dentro da igreja, mas tiramos uma da parte externa.


No final da praça, do lado direito há uma alameda com algumas opções de lojas e lanchonetes, nada exatamente barato, mas tem opções legais de lembrancinhas, as lanchonetes servem lanches, pastéis, o tradicional.

Do outro lado da rua tem o acesso ao Pátio Zé da Bala e a Travessa Dona Vitória, apesar do nome estranho, a passagem é linda, e dá acesso a uma outra praça da cidade, onde há o centro de artesanato Dona Nenê. A praça é muito bonita e se você, como nós, tem bebê, saiba que aqui além dos banheiros há também um excelente fraldário, muito limpo e bem equipado, melhor inclusive do que o de muitos shoppings de São Paulo.




Subindo para a avenida principal e caminhando cerca de 300 m chegamos à famosa Estação Ferroviária de Guararema, muito bonita. A estação tem um mini museu, gratuito, com objetos de época, como balanças de pacotes, telefones, acessórios de manutenção dos trens, muito bacana. É possível fazer um passeio turístico no trem, meio salgado, custa R$ 58,00 por pessoa, um passeio de duas horas e meia aproximadamente, com destino a estação Ferroviária Luiz Carlos, que abriga um centrinho comercial onde você pode tomar um café ou almoçar. As viagens são feitas com saída Às 9:00 ou as 14:00 horas.





Outros pontos turísticos da cidade são a Ilha grande, um parque municipal com 400 m de trilhas, playground para as crianças, e espécies nativas da fauna e flora da região, o parque fica ao lado do centro da cidade.

O Recanto do américo é um dos cartões postais de Guararema, pois nele é possível encontrar um exemplar da árvore que dá nome à cidade, o Pau D'Alho, que exala um forte odor de alho, Guararema em tupi guarani significa árvore que cheira mal, ou algo próximo disso. Aqui há outra praça com lanchonetes, banheiros e um deck com vista panorâmica.


Para planejar seu roteiro na cidade é possível ver o mapa turístico de Guararema na internet:

A cidade é bem aconchegante e vale a pena a visita, aproveitamos um dos dias do carnaval para fazer um bate e volta, muito bom para sair um pouco da rotina e conhecer um lugar diferente.

Gostou do texto? Deixe seu comentário e sugestões de locais para um bate e volta.

Boa viagem,

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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Foz do Iguaçú e cataratas - Roteiro de 4 dias, lado argentino e brasileiro.

O Brasil tem muitos locais com uma beleza natural inigualável, mas em alguns lugares podemos ver a junção dessas belezas naturais com as obras de engenharia do homem, e Foz do Iguaçu é o melhor exemplo dessa união. Sem dúvida um dos destinos mais bonitos que já vimos no Brasil, a cidade de Foz do Iguaçu, localizada no estado do Paraná, onde há a tríplice fronteira, que liga Brasil, Paraguai e Argentina abriga não só uma das mais belas paisagens naturais do nosso país, as Cataratas do Iguaçu, mas também uma das mais belas e maiores obras de engenharia da América Latina, a Usina Hidrelétrica de Itaipu.


A maioria das pessoas vai de avião para a cidade, mas por ser Janeiro e as passagens estarem mais caras, optamos por ir de carro mesmo, fazendo uma parada em Curitiba, e valeu a pena, pois além de conhecer a capital do Paraná, veja o texto clicando neste link, conhecemos também a bela BR-277, que liga Curitiba à Foz do Iguaçu.

A cidade de Foz do Iguaçu em si não tem muitos atrativos, basicamente é um centro com diversos hotéis, casas de câmbio e agências de turismo, com boas opções de restaurante, onde é possível comer relativamente barato, e muitas lojas vendendo produtos que o pessoal traz do Paraguai. Nos hospedamos no San Rafael Hotel, um hotel no centro de Foz, simples, porém muito gostoso, bom café da manhã e funcionários super atenciosos, o quarto também simples mas completo e bem limpo, pagamos R$ 600,00 por 4 diárias, um preço bom se pensar que fomos em época de férias.

Com relação aos passeios, havíamos pesquisado antes que todos os hotéis tem agentes de turismo que fazem pacotes de passeios para conhecer as cataratas (os dois lados), o Paraguai, a usina de Itaipu e alguns outros pontos que descreveremos logo abaixo. Se você estiver de carro, provavelmente sairá mais barato fazer os passeios do lado brasileiro por conta, já para atravessar a fronteira, recomendamos ir com os agentes de turismo mesmo.

1º dia - Cataratas do lado argentino

No primeiro dia visitamos o lado argentino das cataratas, pagamos R$ 60,00 por pessoa pelo traslado e mais 250 pesos argentinos por pessoa para entrar no parque (cerca de R$ 55,00), esse valor é somente para quem é residente dos países pertencentes ao Mercosul, a taxa normal de entrada é de 300 pesos. Vale lembrar que eles não aceitam outra moeda para pagamento a não ser o peso argentino, portanto já compra pesos antes de sair de Foz.



As cataratas estão na cidade argentina Puerto Iguazú, portanto é preciso atravessar a fronteira, para quem vai de ônibus, eles pedem apenas o RG, alguns dizem que a CNH é aceita se estiver válida, mas preferimos não arriscar e levar o RG mesmo. Quem for de carro, ao atravessar a fronteira é preciso adquirir a "carta verde" que é um documento de registro de entrada no país vizinho, apesar do nome ela não é verde rsrs.

Os passeios feitos em Vans e ônibus dos hotéis costumam chegar ao local dos passeios por volta das 9 ou 10 da manhã, nesse horário as filas já são maiores, apesar de não demorar tanto, mas caso você for de carro, saia cedo do hotel para não pegar muita fila.

A entrada no parque é super tranquila, por já estarem acostumados com brasileiros, alguns atendentes até arriscam falar em português, e ao contrário do que muita gente pensa, ao menos nas cataratas,os argentinos foram muito simpáticos conosco.


O acesso às passarelas que passam por cima das quedas d'água pode ser feito por uma trilha (Sendero) ou através do trem do parque, que faz paradas na estação central, onde estão localizadas as lojas e praça de alimentação, e na estação cataratas, onde começam as passarelas.

Duas coisas importantes para mencionar sobre o trem, uma delas é que cadeirantes e pessoas com crianças de colo, com ou sem carrinho de bebê, podem acessar tranquilamente sem filas; a outra é que a fila para pegar o trem na estação central é bem grande, nós tivemos que aguardar cerca de 45 minutos para conseguir entrar no trem.




Se você gosta de caminhadas, aqui é o lugar certo, a maioria das quedas está em território argentino, por isso eles construíram passarelas por cima de cada uma delas, para que o visitante possa se aproximar o máximo possível, pelo que o celular marcou, andamos cerca de 7 km durante o dia.





As passarelas levam até a famosa garganta do diabo, uma queda d'água gigantesca em formato circular localizada bem na fronteira Brasil-Argentina. A quantidade de água que passa por ali é impressionante. Na plataforma construída como mirante a força da água é tão grande que é como se estivesse chovendo o dia inteiro, portanto, quando chegar aqui vista sua capa de chuva.

Mais uma vez, vimos que o acesso a cadeirantes e pessoas com alguma dificuldade de mobilidade tem o caminho facilitado pelas passarelas, podendo chegar até o mirante da garganta do diabo sem sufoco.

As melhor época para visitar Foz é entre Dezembro e Janeiro, quando as chuvas são mais abundantes e a quantidade de água nos rios e nas Cataratas é maior, deixando ainda mais belo o espetáculo.

Apesar de cansativo por conta da caminhada, o passeio é maravilhoso, a sensação de poder caminhar por uma das mais belas obras da natureza é indescritível, por volta das 15 horas, retornamos para o hotel, acabamos não comprando nenhuma lembrancinha, pois tudo no lado argentino era bem caro, só trouxemos mesmo as fotos como recordação.

Quando parar nas lojinhas, ou para comer um lanche na estação central, fique atento aos quatis, eles são super fofos, mas ficam só a espera de uma distração para roubar sua comida, em todos os locais do parque existem placas informando para não alimentar os quatis, pois apesar de lindos, eles são animais silvestres e podem atacar se se sentirem ameaçados.




Além das trilhas e vista das quedas d'água, há também uma opção de passeio de barco, que passa bem próximo das quedas d'água, mas como a Sra. Duten estava grávida na época, não pudemos fazer este passeio, o passeio é radical e parece ser muito gostoso, mas é um pouco caro, cerca de 150 Reais por pessoa.

2º dia - Compras no Paraguai

Nosso segundo dia em Foz começou meio chuvoso, por isso decidimos deixar as cataratas do lado brasileiro para o terceiro dia, fechamos com o pessoal do hotel o passeio para compras no Paraguai. Esse foi o passeio mais barato, pagamos R$ 40,00 por pessoa e fomos em uma das centenas de vans que cruzam a ponte da amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai. Aqui também é possível entrar apenas portando o RG.

Ao atravessar a ponte, o que vemos é uma grande avenida, bem larga, mas inundada de barraquinhas com produtos sendo vendidos, após dar a volta no quarteirão e parar numa das ruas paralelas, nossa van nos deixou em uma loja, que seria o ponto de encontro, e a partir dali estávamos liberados para caminhar pela cidade. Algo que nos assustamos no começo, mas que depois "acostumamos" é que é muito comum ver gente andando armada nas ruas, algumas barracas vendem armas e munição no meio da rua, mas apesar disso não vimos uma confusão sequer durante todo o dia, mas que é incomum para nós, é.

Nas barracas das ruas vê-se claramente que a maioria dos produtos não é original, roupas, meias, calçados, brinquedos, roupas de cama, acessórios para carro, videogames, produtos eletrônicos, é uma infinidade de mercadorias. Particularmente, não encontramos nada que valesse muito a pena, pois eles cobram baseado no dólar, e quando estávamos lá o dólar estava bem alto, quase 4 Reais, então acabamos comprando pouquíssima coisa.


Para quem busca um lugar mais tranquilo para comprar, com preços razoáveis e menores chances de ser enganado comprando gato por lebre, existe um shopping muito famoso chamado Monalisa, é uma galeria com diversos andares, onde você encontra todo tipo de mercadoria, inclusive algumas roupas de marcas famosas, bebidas, eletrônicos e etc. Nesse shopping encontramos apenas alguns brinquedos e algumas roupas e produtos de beleza que valiam a pena, mais uma vez o dólar alto tornou o preço dos eletrônicos e perfumes um tanto caro.


Já que o preço não ajudou muito, saindo do Monalisa fomos dar uma volta para ver a cidade em sí, chegamos até um ponto onde já não havia mais tantas barracas e foi possível até tirar uma foto no viaduto pegando uma vista de uma avenida menos movimentada.



Já com fome, pois passava das 13 horas, fomos almoçar em um dos shoppings que existem próximo à fronteira, acabamos encontrando um restaurante de comida brasileira, no Shopping Afonso I, barato e muito gostoso, onde encontrei uma Fanta diferente, sabor guaraná, muito boa.


 

Retornando ao nosso ponto de encontro, encontramos nosso motorista e cruzamos de volta para o Brasil. Mais uma vez passamos pela fronteira sem sermos questionados sobre o que estávamos levando, segundo o motorista eles dificilmente abordam as vans de turismo antes das 15 horas, portando alguns até arriscam a trazer bastante mercadoria, já que o limite de compras no Paraguai é de 300 dólares por pessoa, limite esse que será reduzido a 150 dólares por pessoa a partir de 2017, segundo a Receita Federal do Brasil.

3º dia - Cataratas do lado brasileiro, Parque das Aves e Itaipu

Cataratas

Se o segundo dia amanheceu chuvoso, o terceiro dia em Foz compensou, o dia amanheceu bem ensolarado, com céu limpo, e decidimos então ir às cataratas do lado brasileiro, como não teríamos que cruzar a fronteira, acabamos indo com nosso carro mesmo para o parque, a final a van iria nos cobrar R$ 80,00 "por cabeça" para o traslado. Foi bom irmos de carro pois chegamos na entrada do parque por volta das 8:30 da manhã, pegando o parque abrindo e sem filas, mais tarde quando saímos vimos que as filas davam voltas até o estacionamento, portanto, se for de carro chegue cedo. O estacionamento é cobrado mas é bem organizado e bem grande, como chegamos cedo pudemos estacionar bem próximo da entrada.




A estrutura do parque nacional das cataratas é de surpreender, a bilheteria com sistema 100% informatizado, te dá detalhes sobre cada atividade, a emissão dos tickets é muito rápida, e como chegamos cedo, pudemos entrar quando os portões ainda estavam abrindo.

Há um ônibus do parque que te leva da entrada até cada ponto do parque, este ônibus passa a cada 15 minutos, há dois modelos, um aberto e de dois andares, e outro fechado e com ar condicionado. As paradas estão localizadas estrategicamente em cada atividade do parque, então você desce exatamente onde deseja ficar, na estação de barco que faz o passeio por baixo das quedas d'água, chamado de Macuco Safari, no início das trilhas pelas quedas ou na estação final, onde fica a praça de alimentação e as lojinhas de roupas e lembrancinhas.




Descemos no início das trilhas, como as quedas ficam em sua maioria do lado argentino, os primeiros metros de caminhada são mais para uma vista panorâmica das cataratas, mas não pense que por isso o lado brasileiro é menos empolgante, pois as fotos tiradas do lado brasileiro ficam muito mais bonitas.




Quando visitamos o lado argentino, achamos que iríamos nos molhar bastante, mas somente na plataforma da garganta do diabo é que pegamos uma "chuva" do vapor d'água que vinha da cachoeira, imaginamos que do lado brasileiro seria parecido, doce ilusão, há uma passarela que fica entre duas quedas d'água no lado brasileiro, que te permitem uma vista linda da cachoeira por baixo, mas a força da água é tão grande, que em segundos nos molhamos por inteiro, pois a capa de chuva só cobria até a altura da coxa rsrs.




Logo após a passarela, há uma área com banheiros e uma pequena lojinha com lembrancinhas, nessa área há também o elevador que leva ao mirante, onde é possível ver a queda d'água bem de perto. Essa área é por onde é possível o acesso de cadeirantes e pessoas com carrinhos de bebê.



Após terminar a trilha das cataratas, demos uma passada na loja de roupas e acabamos comprando chinelos, bermudas e camisetas, pois não havíamos trazido uma troca de roupas sobressalente, aliás, recomendamos levar uma troca de roupa, pois certamente ficarão molhados ao passar pela passarela.

Após conhecermos tudo pelo parque, paramos na praça de alimentação para tomar um lanche e pegamos o ônibus de volta para a saída, pois o dia estava apenas começando.

Parque das aves

Saindo do parque das cataratas, do outro lado da avenida fica o parque das aves, como nosso carro estava bem guardado no estacionamento, resolvemos ir à pé mesmo, a caminhada é algo em torno de 500m, nada muito cansativo.



O parque das aves é, na verdade, uma mistura de zoológico com hospital de animais silvestres, onde eles recolhem animais silvestres feridos, os recuperam e devolvem à natureza, há também os animais mantidos no parque, ou porque nasceram em cativeiro ou que por algum motivo não conseguiram se adaptar no retorno à natureza, eles ficam em grandes viveiros integrados à natureza. São cerca de 900 animais de 130 espécies diferentes, de todos os continentes.





A medida que entramos, chegamos ao imenso viveiro central, onde nós entramos e ficamos cara a cara com os mais diversos tipos de aves, é possível ver tucanos, araras, papagaios, flamingos, bem de pertinho, é uma emoção indescritível, quem admira a beleza desses animaizinhos fica surpreso com o colorido de todas aquelas aves voando por cima. Apesar de ser um zoológico, vê-se que as aves tem espaço de sobra e que são muito bem tratadas, quase toda a área do parque é um único viveiro gigantesco, onde elas tem a liberdade de voar tranquilamente.





Usina hidrelétrica de Itaipu


Após a visita no parque das Aves, pegamos o carro e fomos sentido Itaipu, paramos pra almoçar e então chegamos, a usina hidrelétrica Itaipu é a segunda maior usina hidrelétrica em operação no mundo, ela não pertence ao Brasil, é binacional, pois foi construída por uma parceria dos governos brasileiro e paraguaio, por isso mesmo ela é comandada por um representante de cada país sempre, dentro da usina, é como se fosse um estado independente, eles tem sua própria polícia e suas próprias leis.



Existem alguns tipos de passeios e atividades para fazer, é possível e recomendado reservar o passeio com antecedência pela internet, no site Turismo Itaipu (Clique aqui), infelizmente não conseguimos, pois na época o sistema do site estava com problema, então acabamos deixando para comprar o ingresso lá na usina mesmo, o passeio que passa por dentro das turbinas estava lotado, então pegamos somente o tour externo, que mostra toda a área de fora da usina.



O tour se inicia com um vídeo institucional, que conta a história da usina, desde a sua construção até os dias atuais, contando cada detalhe sobre as obras, o número de operários que participou do processo, como foi alagada a área da represa, e principalmente a quantidade de água que passa pelas turbinas e a energia elétrica gerada, dá para ter certeza do quão imensa é a obra de engenharia.


 

O passeio é feito de ônibus, um guia vai comentando cada detalhe dos pontos do passeio. Demos sorte de ver o vertedouro aberto, os vertedouros são as comportas que se abrem quando a barragem está chegando em seu limite máximo, portanto eles abrem as comportas para o excesso de água retornar ao rio, no total são 3 comportas e, segundo o guia, raras vezes foi aberta a 3ª comporta, já a segunda é aberta em época de grandes chuvas, Dezembro e Janeiro são os meses em que certamente você encontrará ao menos uma das comportas aberta, pois é a época que mais chove na região. Alguns dias antes da nossa visita a segunda comporta havia sido aberta. É impressionante a quantidade de água que passa pela comporta, é bonito de se ver.





Vimos cada detalhe da área externa da usina, passamos por cima da barragem e vimos o porto que foi criado na área alagada, onde é possível fazer passeio de barco (Catamarã) para ver toda a extensão da represa, pago a parte. O passeio dura cerca de 1 hora e meia, e em um dos horários é possível ver o por do sol no lago de Itaipu.

No retorno, próximo da bilheteria vimos o veículo elétrico da usina, construído em parceria com a Fiat, é uma Palio Weekend equipada exclusivamente com motor elétrico, é possível fazer um test drive com o carro, mas é pago e optamos por não fazer, apenas tiramos algumas fotos da adaptação.






4º dia - Conhecer Foz

O quarto e último dia em Foz foi mais tranquilo, iríamos embora depois do almoço, portanto pegamos a parte da manhã para conhecer a cidade em sí, que não tem muita coisa a ser vista, mas é possível visitar o marco das três fronteiras, o Museu de Cera Dreamland e Vale dos dinossauros, que fica localizado na Avenida das Cataratas.

Alguns passeios acabamos por não fazer, como compras em Puerto Iguazú, onde há um Duty Free, o jantar no restaurante de gelo e os cassinos do lado argentino, mas todos os hotéis tem informações sobre cada um deles e sempre há vans que levam os grupos.

Certamente essa foi uma das viagens mais bem aproveitadas que fizemos no Brasil, foram 4 dias muito bem aproveitados e que recomendamos, pois ver a beleza natural das Cataratas e a imensidão da engenharia de Itaipu é mágico!

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Até a próxima viagem!  

Veja também:
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