terça-feira, 17 de outubro de 2017

Museu do Futebol - Estádio do Pacaembú

Presente no País desde o século XIX, o Futebol é sem dúvida o maior esporte nacional.




O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Estádio do Pacaembú, teve sua construção iniciada em 1938, sendo inaugurado em 27 de Abril de 1940, com capacidade para 70 mil torcedores, foi considerado na época o maior estádio da América do Sul. O jogo inaugural foi entre Palmeiras e Coritiba, num placar de 6 x 2 para o Palmeiras. Desde então tem sido palco de inúmeras partidas importantes no futebol nacional, incluindo partidas da sofrida Copa do Mundo de 1950.

O estádio, administrado pela prefeitura de São Paulo, já foi casa de alguns times paulistas, o que ficou mais tempo foi o Corinthians, que jogou 1690 jogos, até ter seu próprio estádio em 2014, desde então o Estádio do Pacaembú teve uma drástica redução no número de partidas, estando disponível hoje para locação para eventos, sendo aberto ao público para prática de atividades físicas.

O local abriga também o Museu do Futebol, construído embaixo das arquibancadas do estádio, o qual fomos visitar nesse fim de semana.



O Museu do Futebol, inaugurado em 2008, exibe diversos assuntos voltados para a história, prática e curiosidades do futebol brasileiro e mundial, é possível ver uma exposição de fotos de todas as copas do mundo até 2014, história e exposição das bolas de futebol, Descritivo de cada regra e jogada do futebol, e até mesmo algumas atividades iterativas como vídeos com as melhores jogadas e narrações dos mais icônicos narradores da TV e rádio.







Além da história do futebol, na sala das copas é possível também acompanhar alguns fatos que marcaram o mundo durante cada copa, como a Morte do ídolo nacional Ayrton Senna, em 1994, a assinatura da nova constituição no final dos anos 1980 e a queda do ditador Saddam Hussein entre 2002 e 2006. Histórias marcantes do Futebol brasileiro também são contadas, como o Tetra de 1994, a histórica copa de 1970 e o Pentacampeonato do Brasil em 2002.





Jogadores que marcaram época também tem seu espaço dedicado, com o o Rei do Futebol, Pelé, o incrível Garrincha, além de tantos outros jogadores que foram responsáveis por levar ao mundo o nome do Brasil através da arte com a bola.








O museu surpreende mesmo aqueles que não são tão fãs de futebol, pois trata-se também da história do país e do mundo, vale a pena visitar e se surpreender com a qualidade das informações e a história do Brasil e do mundo contada pelas obras diversas.

Mesmo para as crianças há atividades iterativas, como campos virtuais e um espaço para prática de pênaltis.


Na saída do museu, uma loja de artigos de Futebol surpreende pela variedade de times, é possível encontrar camisas dos principais times nacionais e muitos mundiais também, além de camisetas das principais seleções do mundo e coleções retrô. Réplicas de estádios e acessórios esportivos também fazem parte dos itens a venda na loja.

Local e Preço

O museu do Futebol fica localizado no estádio do Pacaembú, na praça Charles Müller, no final da Avenida Pacaembú, em São Paulo. A entrada é gratuita aos sábados, nos outros dias é preciso pagar ingresso no valor de R$ 6,00.

O estádio fica aberto ao público para fotos e prática de atividades físicas, só não é permitido entrar na área gramada.





O acesso para cadeirantes e bebês no carrinho é garantida pelos elevadores, além disso há obras e descrições em Braile para deficientes visuais.




Acompanhe o blog e fique atento às próximas dicas de turismo na capital paulistana.

Até a próxima,

Textos relacionados:
São Paulo - A cidade que não para
Guararema - Um bate e volta para quem mora em SP

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Curitiba - Tão bela que voltamos

Alguns lugares marcam tanto que nos fazem querer voltar, assim foi com Curitiba, uma cidade que cada vez que visitamos nos mostra algo novo e surpreendente.

Mais uma vez uma parada para descanso na ida para o Rio Grande do Sul, paramos para 3 dias em Curitiba, dessa vez com intuito de visitar uma amiga e também conhecer alguns pontos que não visitamos na primeira viagem, leia depois o texto sobre a primeira viagem à Curitiba.

Uma das coisas que impressionam na cidade é a quantidade de parques e área verde, há dois parques em especial que proporcionam paisagens lindas, o Parque Tanguá e o Parque Tingui, pois é, nomes muito parecidos...

Parque Tingui



Localizado próximo ao bairro Santa Felicidade, o Parque Tingui foi inaugurado em 1994, numa área verde e 380 mil m², possui bastante área verde, lagos, parque infantil, ciclovia e simpáticas pontes de madeira.

O nome do parque é uma homenagem aos índios Tinguis que habitavam a região na época da colonização portuguesa. 


Além de sua grande área verde, o parque abriga também o memorial Ucraniano, com uma réplica da igreja de madeira de São Miguel Arcanjo, que conta com um acervo cultural das tradições ucranianas, povo que teve grande influência na história de Curitiba.




Parque Tanguá


Um pouco mais adiante sentido bairro Taboão, chegamos ao parque Tanguá, igualmente bonito e com bastante área verde, são 235 mil m², onde há uma cascata, dois lagos, ciclovia, pista de Cooper e lanchonete, além de um belíssimo mirante, de onde é possível ter uma vista panorâmica da cidade.


No mirante há um pátio lindo, com um jardim repleto de flores bem coloridas, que formam um contraste belíssimo com o restante da paisagem, demos sorte de pegar um dia com céu bem limpo e azul, então pudemos tirar fotos muito bonitas.



É muito comum encontrar fotógrafos fazendo ensaios de noivos, namorados e bebês, afinal uma vista dessas de fundo deixa a foto ainda mais marcante. Há também alguns fotógrafos que oferecem fotos impressas do local, caso você não tenha uma câmera e queira levar uma recordação.



Relógio das flores

Dessa vez demos mais algumas voltas pelo centro da cidade, havia faltado uma visita ao famoso relógio de flores, que fica localizado na Praça Garibaldi, ao lado da simpática alameda Dr. Muricy. O relógio foi um presente dado por Joalheiros da região à cidade de Curitiba em 1972, as flores são trocadas conforme as estações do ano, de forma que estejam sempre vivas e coloridas.




Mais uma vez nos encantamos com a belíssima Curitiba, e certamente ainda voltaremos, pois ainda há mais a conhecer na região, como a Estrada da Graciosa, sentido ao porto, mas esse é assunto para um próximo texto.

Gostou da matéria? Deixe seu comentário abaixo e acompanhe as postagens do blog para mais viagens aos fantásticos lugares do nosso Brasil.

Até a próxima,

Textos relacionados:
Curitiba - O que fazer nessa encantadora cidade 
Foz do Iguaçu e Cataratas - Roteiro de 4 dias 
São Paulo - A cidade que não para 

 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Guararema - Um bate e volta para quem mora em SP

Uma das grandes vantagens de se morar em São Paulo é o grande número de cidades da região metropolitana, para quem gosta de conhecer novos lugares e fugir um pouco da correria, pegar um fim de semana para conhecer uma cidadezinha tranquila e histórica é certamente um ótimo programa, ainda mais quando a proximidade permite que você faça um bate e volta, como chamamos por aqui, indo de manhã e voltando no fim da tarde, sem gastos com hotel, apenas gasolina, pedágio e alimentação.

Guararema é um município localizado entre o Alto tietê e o Vale do Paraíba, mais especificamente entre Jacareí e Mogi das Cruzes, a cidade está localizada a cerca de 60 km do centro de São Paulo e o acesso a ela se dá através da Rodovia Presidente Dutra (BR-116) ou pela Rodovia Carvalho Pinto, um pouco antes da entrada para Jacareí. Em um dia bom e sem muito movimento, o trajeto leva cerca de 1 hora e meia e a estrada é bem tranquila.


Guararema nasceu como uma aldeia de índios catequizados, posteriormente gerida por Jesuítas, e servia de passagem para quem viajava de São Paulo ao Rio de Janeiro, isso por volta de 1600. Aproximadamente em 1870, a aldeia se tornou vila e foi construída a Igreja matriz, o vilarejo cresceu após a inauguração da Estrada de Ferro Central do Brasil, que teve seu trecho entre Mogi das Cruzes e Jacareí inaugurado em 1876, com uma estação na Vila de Guararema. A Vila passou a município em 3 de junho de 1898.

A entrada da cidade se dá por uma rotatória, onde fica o marco de entrada da cidade, uma belíssima obra que remete à comunidade indígena que deu origem à cidade, bem próximo à rotatória, já sentido centro, existe um recuo onde é possível estacionar e ir a pé até a estátua para tirar fotos.


Seguindo alguns minutos pela estradinha chega-se ao centro da cidade, bem pequena por sinal, bem típico de cidade do interior, no centro está uma praça com a igreja matriz, cercada por comércios e casas antigas, de carro é difícil achar lugar para estacionar, e todo o centro é marcado como estacionamento rotativo, é preciso comprar o cartão, nós acabamos optando por deixar o carro em um estacionamento, pagamos R$ 3,00 por hora, barato.


Caminhamos a pé pelo centro da cidade, a pracinha é bem aconchegante, bem arborizada, a igreja é bem espaçosa e bonita por dentro, simples como tudo na cidade, mas muito bonita, não é possível tirar fotos dentro da igreja, mas tiramos uma da parte externa.


No final da praça, do lado direito há uma alameda com algumas opções de lojas e lanchonetes, nada exatamente barato, mas tem opções legais de lembrancinhas, as lanchonetes servem lanches, pastéis, o tradicional.

Do outro lado da rua tem o acesso ao Pátio Zé da Bala e a Travessa Dona Vitória, apesar do nome estranho, a passagem é linda, e dá acesso a uma outra praça da cidade, onde há o centro de artesanato Dona Nenê. A praça é muito bonita e se você, como nós, tem bebê, saiba que aqui além dos banheiros há também um excelente fraldário, muito limpo e bem equipado, melhor inclusive do que o de muitos shoppings de São Paulo.




Subindo para a avenida principal e caminhando cerca de 300 m chegamos à famosa Estação Ferroviária de Guararema, muito bonita. A estação tem um mini museu, gratuito, com objetos de época, como balanças de pacotes, telefones, acessórios de manutenção dos trens, muito bacana. É possível fazer um passeio turístico no trem, meio salgado, custa R$ 58,00 por pessoa, um passeio de duas horas e meia aproximadamente, com destino a estação Ferroviária Luiz Carlos, que abriga um centrinho comercial onde você pode tomar um café ou almoçar. As viagens são feitas com saída Às 9:00 ou as 14:00 horas.





Outros pontos turísticos da cidade são a Ilha grande, um parque municipal com 400 m de trilhas, playground para as crianças, e espécies nativas da fauna e flora da região, o parque fica ao lado do centro da cidade.

O Recanto do américo é um dos cartões postais de Guararema, pois nele é possível encontrar um exemplar da árvore que dá nome à cidade, o Pau D'Alho, que exala um forte odor de alho, Guararema em tupi guarani significa árvore que cheira mal, ou algo próximo disso. Aqui há outra praça com lanchonetes, banheiros e um deck com vista panorâmica.


Para planejar seu roteiro na cidade é possível ver o mapa turístico de Guararema na internet:

A cidade é bem aconchegante e vale a pena a visita, aproveitamos um dos dias do carnaval para fazer um bate e volta, muito bom para sair um pouco da rotina e conhecer um lugar diferente.

Gostou do texto? Deixe seu comentário e sugestões de locais para um bate e volta.

Boa viagem,

Textos relacionados:

São Paulo - A cidade que não para